Chap Chap aposta na recuperação do
mercado imobiliário no próximo ano

Presidente do Secovi-SP diz que há sinais claros da retomada da economia.

Romeu Chap Chap, presiden-te do Secovi-SP, entidade que representa o setor imobiliário e os condomínios no Estado de São Paulo, está otimista em re-lação ao próximo ano. “Há inú-meros sinais de que a economia brasileira já iniciou o esperado ciclo de retomada. Contribuem para isso fatores como a redu-ção da taxa de juros reais, o controle da inflação, a dimi-nuição do risco Brasil, os su-cessivos recordes da balança comercial e o andamento das reformas tributária e previden-ciária. A credibilidade externa no País está cada vez maior, o que contribui para a atração de investimentos estrangeiros de caráter produtivo – não só especulativo. Enfim, um cená-rio amplamente favorável para reiniciarmos o tão necessário desenvolvimento.”
Conforme o dirigente, o setor imobiliário será be-neficiado por esse processo. “Além das condições ma-croeconômicas, com ênfase à dimi-nuição do desem-prego, o estado de ânimo influencia as decisões dos compradores e investidores do mercado imobiliário, inclusive no segmento de locação resi-dencial e comercial. Quando o clima é positivo, as pessoas sentem confiança e se moti-vam para o consumo, fazendo girar a roda da economia. Ha-via muitos anos, o Brasil não contava com condições tão favoráveis para sustentar um processo de crescimento sus-tentado como agora”, diz.
Ele destaca, ainda, o fato de a Caixa Econômica Federal ter incluído, no orçamento de 2004, R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões para habi-tação e saneamen-to, ou seja, quase o dobro do oferecido em 2003. Também a Nossa Caixa mos-tra firme disposição de ampliar as ope-rações de crédito habitacional. “O novo presidente, Carlos Eduardo da Silva Montei-ro, afirmou que irá retomar a comis-são paritária Nossa Caixa/Secovi-SP, para realizar estu-dos com objetivo de incrementar a atuação do banco em nosso segmento”, diz Chap Chap.
O presidente reconhece que 2003 deixou a desejar no mercado de compra e venda de imóveis. Mas essa situação se reverteu no último tri-mestre e as perspectivas para 2004 são de incremento de 10% a 15% nos resulta-dos do setor, em quanti-dade de unidades novas vendidas.
“Tudo indi-ca que 2004 também será dedicado à formulação de uma nova política habitacional e urbana. Nossa meta é não só contribuir como influir nesse processo, razão pela qual é pre-ciso trabalhar com união e ab-soluta convergência”, salienta o dirigente, que também parti-cipa do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. “Esse conselho aprovou moção por nós apresentada e deverá incluir, na pauta de discussões, a questão da moradia popular. Há pela frente uma agenda decisiva para o desenvolvimento do setor imobiliário. Sou um eterno otimista. Daquelas pessoas para quem o copo nunca está meio vazio, mas meio cheio. Acredito que a vida acontece só para quem acredita”, conclui.

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